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Sábado, 28/11/2020
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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Saúde Avicola

A Coccidiose na Avicultura

Ferreira, Danilo, J. Pereira, A, Rosecler. Allgayer, M. Rodrigues, Laura, B. UFRGS/CDPA - Revista Sanidade Avícola A coccidiose, causada por protozoários do gênero Eimeria, é uma das doenças mais importantes da avicultura industrial. Não bastando o fato de que o agente cause enterite e diarréia, conseqüentemente, uma diminuição na absorção intestinal de nutrientes, há ainda um efeito sinérgico da coccidiose com outras doenças. Os efeitos da coccidiose interagindo com uma ou mais enfermidades são, freqüentemente, muito mais severos do que quando esta doença ocorre sozinha. Sabemos que sem um programa de monitoramento adequado, que abranja todas as variáveis possíveis, estas interações dificilmente são diagnosticadas no campo. A alta severidade da infecção e o conseqüente baixo desempenho do lote e alta mortalidade é atribuída à resistência dos coccídios às drogas ou ao fracasso de um determinado programa de vacinação, sendo um fator que devemos levar em consideração. No entanto, estas alterações podem ser devido ao sinergismo de outras doenças avícolas com a coccidiose. Há alguns anos, aceitava-se que baixos níveis de infecção por Eimeria não tinham importância econômica. Hoje, as evidências de interações da coccidiose com outras enfermidades levaram vários pesquisadores a reverem este conceito. Sabe-se que baixos níveis de infecção podem exercer impacto econômico significativo sobre criações de frango de corte, através de uma série de mecanismos, reduzindo a eficiência metabólica e imunológica das aves. A coccidiose onera sensivelmente os custos da produção avícola, com prejuízos no ganho de peso, conversão alimentar e pigmentação das aves (diminuição na absorção de xantofilas). Um artigo da revista Avicultura Industrial de julho de 1999, traz números alarmantes quanto aos prejuízos provocados pela coccidiose na avicultura mundial. Este afirma que cerca de US$ 1,1 bilhão são perdidos mundialmente devido à coccidiose, e que somente os gastos com prevenção e tratamento chegam a casa do US$ 400 milhões. Foram descritas nove espécies de Eimeria em galinhas, mas algumas são questionáveis. No Brasil estão descritos quatro tipos de Eimeria de importância econômica: E. acervulina, E. maxima, E. tenella (frangos de corte) e E. necatrix (poedeiras e matrizes). Os sinais clínicos da coccidiose variam conforme a espécie de coccídio envolvido na infecção. As espécies patogênicas causam diarréia que varia de mucóide a sanguinolenta, desidratação, penas arrepiadas, anemia, despigmentação da pele e prostração, dentre outros sinais clínicos. O diagnóstico da coccidiose pode ser feito em laboratório O diagnóstico da doença pode ser feito ao nível de campo e laboratorial. Para a realização do diagnóstico, deve-se selecionar ao acaso um grupo de animais do galpão, os quais serão sacrificados e submetidos à necropsia. Por exemplo, para cada galpão de 10.000 aves de engorde deve-se sacrificar 10 animais. A seleção não deve se limitar a animais doentes e debilitados, assim como não deve-se necropsiar animais mortos no galpão, pois as alterações pos-mortem nos intestinos dificultarão o diagnóstico. Todo trato intestinal deve ser examinado. Pode-se fazer um exame direto do conteúdo intestinal através de um raspado de mucosa e observação ao microscópio óptico procurando oocistos indicando infecção, embora isto não signifique a presença de doença clínica. A coccidiose pode ser diagnosticada através de lesões macroscópicas severas. O diagnóstico deve ser baseado nos achados macroscópicos e confirmado microscopicamente. O escore de lesões é uma técnica desenvolvida para fornecer uma classificação numérica de lesões macroscópicas causadas por coccídios e usado para determinar o efeito de diferentes tratamentos nas infecções coccidianas. As lesões e o conteúdo do intestino podem servir para se estabelecer o grau de infecção e determinar o melhor tratamento. Em primeiro lugar, é importante diferenciar os diversos tipos de hemorragia puntiforme que podem ocorrer nos intestinos. A gravidade da infecção é freqüentemente graduada em escores de 0 a 4 +, em que 0 = normal e 4 + = lesão máxima. Existem quatro fatores que complicam o diagnóstico da coccidiose: 1 - há áreas do intestino com coccídios de diferentes espécies; 2 - as lesões macroscópicas mudam de aparência com o progresso da infecção durante o ciclo de vida; 3 - o estado das diferentes aves num lote pode variar com o progresso da doença - algumas mostrando lesões agudas, algumas estando numa fase de recuperação e outras permanecendo não expostas; entretanto, diagnósticos e recomendações são requeridos com base no lote todo; 4 - distinção deve ser feita entre coccidiose clínica verdadeira, requerendo tratamento, e coccidíase subclínica suave, caracterizada pela presença de poucas lesões ou poucos oocistos. Coccidíase é mais comum que coccidiose. Alguns profissionais registram coccidiose se qualquer estágio parasitário for encontrado em raspados. Desta forma, a gravidade da coccidiose pode ser superestimada em relatórios de diagnósticos de laboratórios. Para que se faça um bom controle e, conseqüentemente, obtenha-se a prevenção de surtos, é necessário o uso de vários métodos associados entre si. O manejo adequado, desinfecção e limpeza isoladamente, não são suficientes para o controle. Para tal, é necessário lançar mão do uso de anticoccidianos nas rações ou usar vacinas existentes no mercado, em função de que os oocistos de Eimeria permanecem viáveis por mais de um ano no ambiente em condições ideais de temperatura e umidade. A grande maioria das empresas produtoras de frango de corte têm usado anticoccidianos na ração. Estão disponíveis no mercado dois tipos de vacina contra a coccidiose, a vacina atenuada e a virulenta. As vacinas vivas atenuadas contra coccidiose oferecem uma vantagem significativa em termos de segurança em relação às vacinas vivas virulentas. Estas vacinas atenuadas, consideradas de segunda geração, possuem um mercado crescente desde o seu lançamento, porém o seu consumo é inferior ao da vacina de primeira geração. As vacinas atenuadas oferecem uma margem maior de segurança quando comparadas às virulentas por que induzem a produção no intestino de um menor número de parasitas no estágio assexuado, conseqüentemente causando menos danos ao intestino das aves e disseminando menos oocistos na cama durante o ciclo de infecção. O uso destas vacinas vivas ainda está em uma escala relativamente pequena principalmente para frangos de corte. O impacto econômico, os benefícios produtivos, as limitações da vacinação e as estratégias de controle serão melhorados ao longo do tempo.


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