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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Nutrição

Efeito da Arginina Suplementar nos Parâmetros Morfométricos e Moleculares das Fibras Musculares Esqueléticas de Frangos de Corte

Julho 2007 JIM Fernandes*1, AE Murakami, LMG Souza, ERM Garcia, EN Martins, R Guerra 1 Departamento de Zootecnia – PPZ/UEM. Maringá, PR, Brasil Introdução A nutrição na fase inicial de crescimento das linhagens de alto rendimento tem recebido considerável atenção devido à importância no desenvolvimento da capacidade máxima de deposição protéica e desenvolvimento muscular. A arginina além de constituinte de proteínas está envolvida na secreção do hormônio do crescimento (GH) e dos fatores de crescimento semelhantes à insulina (IGF) (1). O IGF-I é conhecido por incitar numerosos efeitos anabólicos no metabolismo do músculo esquelético, como a proliferação e diferenciação das células satélite (2) e a agregação de proteína miofibrilar pela combinação dos efeitos sobre a síntese e a degradação protéica (3). As exigências de arginina para frangos de corte são consideravelmente variáveis, de acordo com a taxa de crescimento e a linhagem, e devido ao fato do ciclo da uréia não ser funcional em aves, e por isso dependem do fornecimento deste aminoácido nas dietas, não obstante a relação antagônica com a lisina. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da suplementação de arginina nos parâmetros morfométricos e moleculares das fibras musculares esqueléticas dos frangos de corte na fase inicial (1 a 21 dias). Material e Métodos Foram utilizados 990 pintos de corte, machos, os quais foram alocados aleatoriamente de acordo com um delineamento inteiramente casualizado com 5 tratamentos e 6 repetições de 33 aves cada. Os tratamentos consistiram de uma dieta basal (sem suplementação de arginina) e 4 níveis suplementares (0,100; 0,200; 0,300 e 0,400 mg/kg), correspondentes a 1,390%; 1,490%; 1,590%; 1,690% e 1,790% de arginina digestível. Aos 7, 14 e 21 dias, 2 aves por unidade experimental (12 aves/tratamento) foram sacrificadas para avaliação do peso do peito (PP) e do filé (PF) e da espessura do filé (EF). Amostras do músculo Pectoralis major foram coletados e imediatamente congelados em nitrogênio líquido, para extração de DNA (kit Dneasy Tissueâ) e para a medida do diâmetro da fibra muscular (DFM). Os segmentos foram orientados na câmara do criostato para a obtenção de cortes transversais das fibras e corados em HE. Foram capturadas 120 imagens do tecido muscular por tratamento e de cada imagem foram medidas 20 fibras musculares, totalizando 2400 fibras/tratamento. Os resultados obtidos foram analisados por meio de regressão polinomial pelo programa estatístico SAEG. Resultados e Discussão De acordo com o demonstrado na Tabela 1, aos 7 dias, o PP e o PF aumentaram linearmente (Y=17,995+0,0068x; R2=0,13 e Y=3,594+0,0015x; R2=0,15, respectivamente) e a EF de forma quadrática (Y=4,989+0,0046x-0,000008x2; R2=0,19). Aos 14 dias não foi observado efeito (p>0,05) no PP e nem na EF, já o PF respondeu de forma quadrática (Y=13,474+0,0099x-0,00003x2; R2=0,14). Aos 21 dias, o comportamento observado para o PP foi cúbico (Y=153,038-0,1234x+0,0013x2-0,000002x3; R2=0,24), enquanto que o PF e a EF aumentaram linearmente (Y= 32,197+0,0101x; R2=0,10 e Y=10,813+0,0033x; R2=0,13, respectivamente) em resposta à suplementação de arginina. O DFM apresentou variação significativa somente aos 14 e 21 dias. Aos 14 dias, o efeito foi quadrático (Y=17,433-0,0087x+0,00004x2; R2=0,59) e aos 21 dias, o modelo que melhor se ajustou foi o LRP (Y=89,965+0,0584x; R2=0,16). Não foi observado efeito (p>0,05) sobre a relação proteína/DNA (P/DNA) em nenhuma idade avaliada. Uma vez que o aumento da razão P/DNA reflete o aumento da massa tecidual sem aumento do número de células, a falta de resposta da relação P/DNA à arginina, demonstra que a arginina não interferiu na atividade mitótica das células satélite via sua ação estimulatória sobre a secreção de IGF-I. Todavia, não pode ser descartada a hipótese da ação do IGF-I pela suplementação de arginina, visto que houve efeito no PP e PF e no DFM indicando que a hipertrofia muscular foi estimulada pela arginina. Tabela 1. Peso do peito (PP), peso do filé (PF), espessura do filé (EF), diâmetro da fibra muscular (DFM) e relação proteína/DNA (P/DNA) de frangos de corte alimentados com diferentes níveis de arginina suplementar no período de 1 a 21 dias de idade *L= efeito linear, Q= efeito quadrático, NS= não significativo (p>0,05), LRP= linear response plateau Conclusão A suplementação de arginina na dieta inicial de frangos de corte apresentou efeito positivo no desenvolvimento muscular independente da ativação das células satélite. Agradecimento CNPq e Ajinomoto Biolatina Bibliografia 1. Merimee JT, Rabinowitz D, Fineberg SE. New England Journal Medicine, 1969; 280: p.1434-438. 2. Florini JR, Ewton DZ, Coolican SA. Endocrinology Review, 1996; 17: 481-517. 3. Duclos MJ. Journal of Physiology and Pharmacology, 2005; 56(3): 25-35.


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