França avalia possibilidade de adotar vacinação contra gripe aviária

O ministério da agricultura francês está considerando a possibilidade de adotar a vacinação preventiva das aves contra a Influenza Aviária como parte essencial de uma batalha mais direcionada contra os grandes surtos de gripe aviária de alta patogenicidade que ocorrem quase que anualmente no país.

No último inverno e na primavera, a França registrou mais uma vez 475 surtos de gripe aviária em granjas avícolas, a grande maioria em granjas de gansos ou patos no extremo sudoeste do país. Este surto segue epidemias semelhantes em 2015-17, que custou à indústria avícola centenas de milhões em danos e perda de receita.

Foie gras mais atingido

O segmento mais atingido tem sido a indústria de foie gras, que está fortemente concentrada nas regiões de Landes e Gers e nas áreas vizinhas perto da fronteira com a Espanha. Durante os surtos anteriores, os principais importadores de foie gras francês, como China e Japão, baniram o produto de luxo por meses. Os agricultores enfrentaram custos extras para vedar seus aviários contra a infecção por aves migratórias, embora esses custos tenham sido amplamente subsidiados pelo governo.

Medidas drásticas

O ministro da Agricultura e Alimentação, Julien Denormandie, decidiu não se arriscar e introduziu medidas drásticas assim que as primeiras infecções foram confirmadas no final de novembro. Grandes áreas do país foram declaradas zonas de emergência com medidas de biossegurança intensificadas e restrições ao transporte e movimentação de animais. Pela primeira vez, não apenas os animais das instalações afetadas foram sacrificados, mas também todos aqueles nas granjas mais próximas. Ao todo, nada menos que 1,3 milhão de patos e outras aves foram abatidos, de acordo com dados do Ministério da Agricultura.

O ministro Denormandie, que já visitou a região várias vezes, prometeu – como é comum na França – indenizar integralmente os granjeiros, bem como outras empresas da cadeia produtiva afetadas pela ocorrência. Até agora, 89,5 milhões de euros já foram pagos antecipadamente, enquanto os custos finais ainda estão sendo calculados.

Prevenção

Mas Denormandie também deseja desesperadamente tentar prevenir futuros surtos onerosos de gripe aviária no país. Com esse objetivo, convidou representantes de todas as organizações da indústria avícola para participar de uma série de reuniões online para discutir uma abordagem mais sistêmica.

“Esses encontros ofereceram a oportunidade de reconhecer o engajamento de todos os envolvidos no próprio setor, incluindo as autoridades nacionais e regionais, tanto na gestão da crise quanto na estreita consulta que vem ocorrendo desde março para estabelecer uma nova rota para vencer a Influenza Aviária ”, disse o ministro.

Antecipar, prevenir e adaptar

Para estabelecer essa rota, seis ‘eixos principais’ de abordagem foram estabelecidos. Em primeiro lugar, afirma o ministério, é importante saber em tempo real quantos animais existem em todas as explorações avícolas do país e principalmente nas regiões mais vulneráveis. Em seguida, os sistemas de prevenção precisam estar em vigor para acompanhar os riscos de aparecimento da gripe aviária e prever a redução necessária na densidade nas explorações avícolas para mitigar o risco de uma maior propagação da doença.

O Ministro prossegue afirmando que “os avicultores e demais empresas do setor também precisam melhorar ainda mais a governança, enquanto as práticas de biossegurança exigem melhorias em todos os níveis da cadeia produtiva. Por último, mas não menos importante, o plano envolve a realização de uma análise do impacto e da viabilidade da vacinação preventiva a partir de 2022”.

“O trabalho coletivo continua. O caminho a seguir é: antecipar, prevenir e Adaptar. Isso deve nos oferecer uma forma positiva de criar um sistema que proteja melhor toda a indústria, baseado na análise de risco, e que leve em conta a diversidade da nossa produção ”, concluiu o ministro Denormandie.

 

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A Ferraz é uma empresa familiar 100% nacional e que iniciou suas atividades no ano de 1970. Em seguida, começaram a fabricar pequenas fábricas de rações farelada para granjas de aves de postura e também suínos. Atualmente, fornecem plantas completas tanto para produção de rações fareladas, extrusadas de 400 Kg a 16 toneladas por hora, peletizadas de 400 Kg a 30 toneladas por hora.

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Ricardo Santin, afirma: “Produção nacional de carne de frango pode alcançar entre 14,100 e 14,300 milhões de toneladas neste ano, elevação de 3,5% em relação a 2020. No recorte das exportações, a ampliação do volume embarcado é ainda mais evidente: até 10%. Consumo per capita será de 46 quilos de carne de frango”.

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QIMA/WQS foi fundada em 1993, oferecendo soluções para a indústria de alimentos do campo à mesa por meio de certificações reconhecidas pela GFSI (BRCGS, GLOBALG.AP, SQF, IFS), segurança de alimentos, auditorias éticas, selos de qualidade, inspeções, treinamento e gestão da cadeia de fornecimento. Atualmente com sede em Charlotte, Carolina do Norte, com filiais no Brasil e México, fornecem serviços em todo o mundo.

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A Pluma Agroavícola sempre se destacou no mercado pela evolução e crescimento acima da média. Hoje, com 22 anos de fundação, a empresa atua em oito estados do Brasil, sendo Paraná (com sua sede em Cascavel), Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pernambuco e Distrito Federal. Em 1999, quando a empresa foi fundada, eram apenas cinco funcionários; hoje, são mais de 2.300 colaboradores.

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