sexta-feira, 1 de julho de 2022

Empresas devem eliminar embalagens de plástico de uso único para bater metas, diz relatório

Uso desse tipo de material cresceu entre 2019 e 2020; reciclagem, que seria opção, é praticamente nula em nível global

Marcas e empresas que pretendem diminuir o uso de plástico virgem até 2025 precisam lidar com um problema ainda muito comum: as embalagens flexíveis de uso único, utilizadas em produtos de diversos segmentos da indústria, como, por exemplo, a alimentação. São as famosas embalagens de pães, salgadinhos, barras de cereal, sachê de ketchup, tubos de creme dental e refil de sabonete para dar alguns exemplos. A afirmação foi feita em relatório sobre economia circular divulgado pela Fundação Ellen MacArthur na última quinta-feira (31).

Apesar das previsões de queda, a utilização desses materiais seguiu movimento contrário nos últimos anos, crescendo 5% entre 2019 e 2020, segundo o relatório. Justamente por serem adaptáveis a diversos formatos e produtos de setores diversos, como alimentos, bebidas, higiene e limpeza, esses materiais representam o segmento que mais avança na indústria de embalagens plásticas.

O documento da Fundação Ellen MacArthur aponta que a reciclagem desses materiais – que hoje é quase nula em todo o mundo – segue desafiando a economia circular. “Assim que são gerados resíduos de embalagens flexíveis, é incrivelmente difícil lidar com eles, independentemente do material do qual ele é feito ou de onde está sendo utilizado”, avalia o documento. Na Europa, região do mundo que registra o melhor índice em nível global, o total de embalagens recicladas não chega a 8%. Para quadruplicar o montante reciclado no continente, o relatório aponta a necessidade de aportes de 2 bilhões de euros em infraestrutura.

Como alternativa para a indústria, o relatório sugere 21 ações para a diminuição do uso, entre elas, o redesenho de produtos e a substituição do plástico por papel em até 15% das embalagens flexíveis até 2040. “A infraestrutura para coleta, triagem e reciclagem de papel é, em média, muito mais avançada do que para o plástico”, avalia o documento. O relatório também indica o uso de revestimentos comestíveis, embalagens solúveis em água e ainda o uso de plásticos compostáveis, que podem ser considerados para até 20% das embalagens flexíveis de plástico. Já há no mercado, por exemplo, embalagens biodegradáveis, feitas a partir da fécula de mandioca ou bagaço de cana.

As orientações perseguem as metas fixadas em 2018 pelo Compromisso Global da Nova Economia de Plásticos, elaborado pela Fundação Ellen MacArthur e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O documento propôs a redução do uso de plástico virgem por indústrias e varejistas em quase 20% até 2025

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