Efeito do Horário da Postura sobre o Período de Nascimento de Pintos de Corte

Baião, L.E.C. Costa, E.S. Silva, P.L.

INTRODUÇÃO O período de nascimento de pintos de corte varia de 12 a 36 horas, considerando-se a retirada dos pintos com 504 horas de incubação (2). O tempo entre o primeiro e o último nascimento é influenciado pela uniformidade de peso corporal relacionado diretamente com a variação no tamanho do ovo, idade da ave, condições e tempo de estocagem do ovo e variação nas condições de incubação (3). O desenvolvimento embrionário inicia aproximadamente três horas após a fecundação, que ocorre na porção superior do infundíbulo. Esse desenvolvimento progride paralelamente à formação do ovo no interior do oviduto (1). Considerando a alta ocorrência de primeiro ovo da seqüência pela manhã e que embriões de ovos postos nesse período são mais desenvolvidos (4), o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do horário da postura de ovos férteis sobre a dispersão do período de nascimento de pintos de corte. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi realizado em uma empresa avícola de Brasília, DF, nos meses de julho e agosto de 2003, utilizando-se ovos de matrizes de linhagem pesada com 50 semanas de idade. No manejo de rotina da granja eram realizadas sete coletas de ovos na granja, sendo quatro de manhã e três à tarde. Os tratamentos foram: T1 (ovos da primeira coleta – marcados de verde) e T2 (ovos da quinta coleta – marcados de preto). A cada duas horas mediu-se a temperatura no galpão, que variou entre 16 e 17°C quando da coleta dos ovos para o T1 e, de 21 a 22°C para o T2. No período da manhã, somente os ovos do T1 foram mantidos em temperatura entre 18 e 19,8°C e umidade relativa (UR) entre 46 e 71%, na sala de ovos da granja. À tarde, os ovos de ambos os tratamentos foram mantidos entre 22,7 a 23,6°C e UR de 46 a 56%. Após cada coleta, os ovos foram fumigados com paraformaldeído e transferidos para sala de ovos da granja, onde permaneceram até o transporte para o incubatório. No incubatório, os ovos foram transferidos aleatoriamente para bandejas de incubação de 96 ovos, no total de 16 bandejas por tratamento, retirando-se os ovos sujos, trincados e deformados. Aleatoriamente, 180 ovos por tratamento foram pesados individualmente. Os ovos foram incubados em incubadora Casp CM125 de estágio múltiplo, à temperatura de 99,6°F e UR de 60%. As bandejas foram distribuídas na região central da máquina, sendo os demais espaços ocupados com ovos da incubação comercial, segundo a rotina do incubatório. Realizou-se ovoscopia aos nove dias de incubação. Com 457 horas de incubação os ovos foram transferidos para um nascedouro Casp 23HR, regulado para temperatura de 98,5°F e UR de 61,5%. Os tratamentos foram distribuídos alternadamente em carrinho de 36 prateleiras, sendo que as quatro últimas bandejas foram ocupadas com ovos que não faziam parte do experimento. Para avaliar a dispersão do nascimento, a partir de 468 até 502 horas de incubação, o carrinho foi retirado do nascedouro, a cada quatro horas, para contagem dos pintos nascidos. Após cada contagem, os pintos foram mantidos nas respectivas bandejas. Ao final do processo, todos os ovos não eclodidos foram quebrados para embriodiagnóstico. Foram quantificados os ovos não eclodidos, inférteis, mortalidade embrionária segundo o estágio embrionário e ovos bicados vivos e mortos. A análise de dispersão de nascimentos foi realizada por delineamento inteiramente ao acaso constituído por dois tratamentos e 16 repetições cada, sendo cada repetição constituída de uma bandeja de 96 ovos. Para a avaliação do peso médio (PM) dos ovos o delineamento foi o mesmo, com exceção do número de repetições que foi de 180 ovos por tratamento, onde cada ovo foi considerado uma repetição. Os dados foram analisados por análise de variância e, quando significativo, as médias foram separadas por teste de Tukey (p<0,05). RESULTADOS E DISCUSSÃO Verificou-se que o PM dos ovos foi influenciado (p<0,05) entre os períodos de coletas dos ovos pela manhã e a tarde (Tabela 1). O T1 apresentou ovos mais pesados do que o T2 em concordância com outro resultado (4).  Houve efeito dos tratamentos (p<0,05) sobre os nascimentos (Tabela 2). Apesar de T1 terem embrião mais desenvolvido (4) foi T2 apresentou nascimento mais precoce e acelerado em relação aos pintos do T1. Os ovos do T2, além de ainda estarem no interior da galinha, enquanto os ovos do T1 estavam na sala de ovos a 19°C, foram colhidos a uma temperatura do galpão de 22°C, enquanto T1 foram colhidos a 17° C. O T2 eram ovos de menor tamanho. Estes fatores podem ter influenciado no desenvolvimento embrionário, conforme afirmaram outros autores (2,3).  CONCLUSÕES Conclui-se nesse experimento que o horário de postura dos ovos interfere no perfil de nascimento dos pintinhos, constituindo-se num fator a ser considerado na sincronização de nascimentos e manejo adequado de retirada dos pintinhos do nascedouro REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Beig, D. In:Curso de Atualização em Incubação. 1ª ed. FACTA. 1991. Marques, D. Fundamentos Básicos de Incubação Industrial, 2ª Edição, p. 22.1994. Wilson, J.L. Poultry Tips, Univesity of Georgia, p.1-3, setembro 2001. Fasenko, G.M.; Hardin, R.T.; Robinson, F.E. Poultry Sci, v. 71, p. 1374-1383, 1992.

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