Desempenho do frango vivo em novembro e nos 11 primeiros meses de 2021

A insegurança que vem marcando 2021 devido à pandemia (e que recrudesce agora com a detecção de nova variante da Covid-19) torna o corrente exercício nada memorável. Mas se há um mês que o produtor de frangos desejará tirar definitivamente da memória é novembro. Porque, às vésperas do período de Festas, os preços registrados no setor retrocederam ao menor nível dos últimos seis meses.

Nos 11 meses de 2021 até agora transcorridos, seis deles (fevereiro a julho) foram encerrados com valorização em relação ao preço inicial do período; em outros três (agosto, setembro e outubro) o mês terminou como começou, sem nenhuma alteração de preço. Ou seja: em apenas dois (janeiro e novembro) o último preço do mês foi inferior ao do dia 1º. Só que em janeiro a diferença a menos foi de 2,3%. Já neste último novembro a redução ultrapassou os 13%. Ou bem mais, se considerado que boa parte dos negócios do mês esteve sujeita a descontos.

A ocorrência é, sem dúvida, inusitada. Porque, normalmente, em novembro é registrado o segundo melhor preço de cada exercício, aquém apenas do alcançado em dezembro, período de Festas. Por sinal, analisada a curva sazonal de preços do setor (26 anos transcorridos entre 1995 e 2020) constata-se que em oposição ao menor preço do ano (mês de maio), o valor de novembro é quase 25% superior. Pois em 2021 esse ganho mal passa dos 3%, não cobrindo sequer a inflação acumulada no período.

Com o recuo de 9% em relação ao que foi praticado nos três meses anteriores (estabilidade de preço entre agosto e outubro), a cotação média de novembro ficou menos de 20% acima da registrada um ano antes, resultado que configura a menor variação anual observada desde agosto de 2020. Assim, enquanto nos quatro meses anteriores (julho a outubro) a diferença anual girou em torno dos 50%, agora caiu para 19,5%.

Já o valor médio dos 11 primeiros meses de 2021, da ordem de R$5,31/kg, embora mais de 30% superior ao valor deflacionado dos 12 meses do ano passado, comparativamente ao que foi registrado no fechamento de 2021 (R$4,40/kg) apresenta evolução de pouco mais de 20%.

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