domingo, 29 de maio de 2022

Desempenho do frango (vivo e abatido) na 18ª semana de 2022, primeira do mês de maio

Já não se faz Dia das Mães como antigamente. Pois aquela que sempre foi a segunda melhor data do ano para o segmento produtor de alimentos (por ser uma data comemorativa estritamente familiar), desta vez passou em brancas nuvens para o setor. Ou, pelo menos, para o frango abatido e as carnes em geral.

Mas não só. Pois, desta vez, nem o fato de a semana inicial do mês marcar a chegada dos salários ao mercado teve maior reflexo no frango abatido. Tanto que o preço médio da primeira semana de maio foi exatamente o mesmo registrado na última semana de abril. Ou seja: ocorreram apenas pequenas altas, logo neutralizadas.

O que se observou no período foi um extremo comedimento nas compras por parte dos varejistas: nada de formação de estoques. Assim, conforme tenha se comportado a demanda no final de semana, é até possível que, nesta semana, a reposição propicie remuneração melhor do que na passada. Mas, provavelmente, será também algo temporário, pois ao final da semana acaba a primeira quinzena, o que torna iminente o refluxo na demanda e nos preços.

Sob tal cenário, o frango vivo permanece como figurante passivo. Não reage às variações do mercado porque sua demanda continua sendo mínima. E, em termos de preço, permanece numa posição estática, visto estar completando, nesta segunda-feira, 9, exatos 50 dias com a mesma cotação.

Com isso, não acompanha nem mesmo a inflação do período. De toda forma, é uma situação melhor que a do frango abatido que inicia o mês valendo 2,29% menos que em abril passado e, à primeira vista, tem poucas chances de reverter essa situação.

De toda forma, não custa rememorar que o retrocesso nos preços é naturalmente típico deste momento do ano, considerado – em termos sazonais – como de “safra da carne”. Pois é quando, sem pasto devido à aproximação do Inverno, os bovinos têm suas vendas aumentadas e veem suas cotações retroceder, arrastando consigo o preço dos demais animais.

Pena, somente, que a atual “safra da carne” tenha causas diferentes: o esgotamento do consumidor interno e, no mercado externo, sobretudo os problemas decorrentes da guerra na Europa. Em função disso, os baixos preços tendem a se estender além de uma “safra”.

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