sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Desempenho do frango abatido em junho e no primeiro semestre de 2022

No início de junho, o frango abatido esteve próximo de enfrentar a mesma situação observada nos primeiros meses deste ano, ocasião em que seus preços, em dramática baixa, retrocederam a valores inferiores aos de um ano antes. Mas logo esse risco foi afastado, pois, ao contrário de meses anteriores (quando a valorização do produto cessava mal alcançado o primeiro decêndio), seguiu em alta até a virada da quinzena, após o que começou o habitual processo de regressão dos preços.

De toda forma, desta vez até mesmo o retrocesso foi mais moderado que no mês anterior. Em maio, o período foi encerrado com um valor cerca de 4,5% menor que o alcançado no pico de preço. Já no mês passado essa redução não foi muito além dos 2%, garantindo que, na média de junho, fosse registrada valorização de 3,64% em relação a maio. Além disso, antes de encerrado o mês iniciou-se processo de recuperação de preços que deve se intensificar em julho corrente.

A despeito da recuperação mensal, em termos anuais o frango abatido enfrenta agora evolução negativa no seu preço real. Porque, em relação a junho de 2021 registra variação de 8,5%, índice de evolução inferior ao da inflação acumulada no período. E se, por outro lado, o ganho acumulado no ano, de 16,63%, soa extremamente elevado é porque, em dezembro de 2021, foi registrado o segundo menor patamar de preço dos últimos 12 meses.

Igualmente expressiva é a valorização registrada na média dos 12 meses encerrados em junho de 2022, de, praticamente, 24%. Mas isso só ocorre devido à conjunção de dois fatores opostos: de um lado, em decorrência da pandemia, preços extremamente baixos no trimestre julho/setembro de 2020; de outro lado, recorde de preços no trimestre agosto/setembro de 2021 – fator favorecido pela generalizada valorização das carnes, mas impulsionado, sobretudo, por uma oferta restrita, imposta pela elevação dos custos de produção.

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