Cai a participação do Brasil nas importações europeias de carne de frango

Dados da Comissão Europeia apontam que, embora apresentando recuperação em relação ao que foi registrado no triênio 2018/2020, a participação brasileira nas importações de carne de frango da União Europeia permanece em nível inferior ao registrado em 2017, ano em que foi deflagrada, por aqui, a Operação Carne Fraca.

Naquele exercício, das 574.329 toneladas importadas pela UE (já descontado o volume destinado ao Reino Unido, que deixou o bloco em 2020) mais de 55% foram de produto proveniente do Brasil.

Com a Operação Carne Fraca e seus posteriores desdobramentos, esse índice recuou nos dois anos seguintes: para 40,1% do total em 2018 e para 39,6% em 2019. Voltou a registrar incremento em 2020, chegando a 44,6%. Neste ano, considerado o período janeiro/agosto, a Comissão Europeia aponta que a carne de frango brasileira correspondeu a 45,8% do total importado pelo bloco europeu.

Este último índice deve se alterar quando forem computados os dados dos restantes quatro meses de 2021. Porém, comparada a participação brasileira nesses oito meses com aquela registrada nos 12 meses de 2017, observa-se queda de 17,4%, mesmo índice – mas de crescimento – observado nas importações da Tailândia.

Mas, embora menos representativos em termos de volume, índices ainda maiores foram registrados: de 33% nas importações da Ucrânia; de quase 43% nas chinesas; de, aproximadamente, 250% nas da Noruega.

De toda forma, a queda de participação não ficou restrita ao Brasil. A da Suíça (que não integra a UE) recuou perto de 3,5%, enquanto a do Chile apresenta retrocesso superior a 60%.

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