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Julho 2010 - Ed. 39
Edição julho 2010
DESTAQUES DESTA EDIÇÃO

REVISTA PRODUÇÃO ANIMAL-AVICULTURA | Edição 39 - Julho 2010

.: Caderno de Postura

Avaliação de programas de muda induzida através de parâmetros comportamentais e fisiológicos

Avaliação de programas de muda induzida através de parâmetros comportamentais e fisiológicos

Em função do grande interesse por parte de mercados globalizados em áreas como bem-estar e práticas de manejo adotadas na produção de ovos comerciais, a avaliação de protocolos alternativos ao procedimento convencional para indução de muda em poedeiras comerciais tem sido alvo de muitas pesquisas e discussões nos últimos anos. Os métodos de muda comercialmente adotados consideram a restrição ou jejum alimentar por determinado período, o que tem gerado controvérsias com relação ao bem-estar das aves. Práticas de muda induzida consideradas menos agressivas sob o ponto de vista do bem-estar animal devem ser exploradas objetivando-se uma regressão ovariana adequada para o descanso do aparelho reprodutor e posterior retorno à postura no segundo ciclo, acompanhando-se alguns índices fisiológicos que caracterizem o impacto dessas novas estratégias nutricionais na indução de muda em poedeiras comerciais. Respostas fisiológicas ao estresse causado por jejum alimentar como o que ocorre durante a muda podem ser obtidas através do monitoramento de parâmetros ósseos, sanguíneos e comportamentais durante as fases que antecedem o processo da muda, durante e após a mesma e assim caracterizar o melhor protocolo de muda quanto ao bem-estar das aves. Numa antecipação às necessidades de mercado objetivou-se com este projeto, a seleção de um método de indução de muda que atendesse aos parâmetros indicativos de bem-estar animal e fosse plenamente exequível ao produtor.

.: Estatísticas

1º trimestre foi encerrado com indicações de forte incremento nos diversos segmentos de produção do frango

1º trimestre foi encerrado com indicações de forte incremento nos diversos segmentos de produção do frango

Embora o calendário já esteja no terceiro trimestre do ano, só agora estão sendo divulgados os dados (mesmo assim, parciais) relativos ao primeiro trimestre de 2010. E eles sinalizam forte incremento nos diversos segmentos integrantes da indústria do frango no restante do exercício – exceto em um, essencial: as exportações. Caso dos pintos de corte, por exemplo: o volume atingido no primeiro trimestre e indicações de mercado dão conta de que podem ter superado a casa dos 2,920 bilhões de cabeças no semestre findo, aumentando mais de 10% em relação aos mesmos períodos de 2008 e 2009. E como, normalmente, a produção da segunda metade do ano é bem maior que a do semestre inicial (em 2008, +6,26%; em 2009, +9,83%, só para citar os dois últimos anos), são indiscutíveis os indícios de ultrapassagem da casa dos 6 bilhões de pintos de corte em 2010. Mas também pode ser que isso não aconteça. Pois o que vai ditar o ritmo de produção deste semestre é o volume de matrizes de corte alojado anteriormente – do qual não se tem notícia desde outubro de 2009. E essa ausência de números faz agora grande falta. De toda forma, é pouco provável que a capacidade de produção do setor recue aquém dos 500 milhões de pintos de corte, volume que já foi superado em março. E mesmo isso, infelizmente, já parece ser demais. Haja vista o preço médio alcançado pelo frango nos últimos tempos.

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