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Pesquisadores produzem vasos plásticos biodegradáveis a partir de penas
Campinas, 11 de Setembro de 2009 - Na tentativa de equacionar os problemas de poluição ambiental resultantes do abate de aves e causados, mais especificamente, pelas penas – estima-se que alcancem, no mundo, 5 milhões de toneladas anuais, das quais apenas pequena parte é transformada em matéria-prima para rações - pesquisadores de vários continentes se dedicam à questão, tentando encontrar um fim útil para o que, até agora, é apenas resíduo de lenta decomposição. Recentemente, o AviSite abordou o resultado de pesquisas que transformaram as penas em “tanque” de combustível ou, então, no próprio combustível. Agora, um pesquisador do Serviço de Pesquisas Agrícolas do Departamento de Agricultura dos EUA (ARS/USDA, na sigla em inglês) anuncia o desenvolvimento de um processo que possibilita produzir plástico a partir das penas das aves. Mas não um plástico qualquer (ou poluente, como são os plásticos) e, sim, biodegradável. Mais ainda: capaz de liberar no solo, lentamente, o Nitrogênio necessário às plantas. O responsável pela novidade é o químico Walter Schmidt, que atua no Laboratório de Gestão Ambiental e Utilização de Subprodutos do ARS/USDA localizado em Beltsville, estado de Maryland. Por sinal, o plástico biodegradável a partir de penas é apenas mais uma das criações de Schmidt que, desde os anos 1990 vem procurando aplicações mais úteis para as penas das aves e, com suas pesquisas, desenvolveu um método de produção de fibras de penas que – isoladamente ou em combinação com polpa de madeira – podem ser transformadas em papel utilizável, por exemplo, na fabricação de filtros (de papel) ou absorventes. Mas por que, na atual pesquisa, o químico do ARS/USDA está utilizando sua descoberta para a fabricação de vasos plásticos? Simplesmente porque parte de seu trabalho está sendo financiado pelo Instituto de Pesquisas Hortícolas, também do ARS, que busca para o plantio de vegetais recipientes ao mesmo tempo resistentes e biodegradáveis. Neste caso, o produto desenvolvido por Walter Schmidt concentra uma série de vantagens: utiliza como matéria-prima um resíduo poluente da Natureza; desintegra-se no meio ambiente em um espaço de tempo que varia de um a cinco anos; e, por fim, deposita Nitrogênio no solo. O próximo passo é a produção em escala.

(AviSite) (Redação)
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