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Câmbio pode influenciar importação de carnes, alertam analistas
Campinas, 22 de Maio de 2009 - Pelas mais recentes estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em 2009 a indústria de carnes norte-americana deve exportar volume da ordem de 5,8 milhões de toneladas das carnes bovina, suína, de frango e de peru. Mas esse volume - correspondente a 14,1% da produção total prevista para este ano – pode variar significativamente conforme se comportem as taxas de câmbio e a economia dos importadores, alertam analistas da Bolsa de Chicago. A propósito, eles observam que até março passado o dólar havia alcançado valorização de 20% em relação a julho de 2009 (comparativamente a uma cesta de 26 moedas, nas quais se incluem o euro, iene, libra, iuan, rublo e até o real) e, assim, a forte queda de preços das carnes nesse período acabou compensada. Mas essa pode se tornar uma verdade apenas parcial quando analisada do ponto de vista do comprador. Eles demonstram: - No verão passado (junho/setembro de 2008 no Hemisfério Norte), a “leg quarter” (coxa/sobrecoxa) foi vendida para a Rússia por cerca US$1.043/t, valor que, no câmbio da época, correspondeu a pouco mais de 24.500 rublos. - Em março último, com a desvalorização generalizada das carnes, o produto ficou ligeiramente abaixo dos US$670/t, apresentando queda de 36%. Mas na conversão para a moeda russa (taxa de, aproximadamente, 35:1), o preço pago foi de 23.425 rublos, ou seja, uma redução de apenas 4%. - No momento, coxa/sobrecoxa estão sendo vendidas aos russos por cerca de US$886/t. Portanto, os exportadores enfrentam, ainda, uma desvalorização de 15% em relação ao verão passado. Mas na conversão, os russos estão pagando por uma tonelada do produto quase 27.500 rublos - 17% a mais que o valor pago no período pré-crise. Comentando que “isso não corresponde, exatamente, a uma pechincha”, os analistas de Chicago insistem em que se acompanhe não só o câmbio próprio (neste caso, o dos EUA), mas também o dos compradores. Mas concluem que uma desvalorização maior do dólar (supondo-se estabilização das moedas compradoras) pode causar problemas internos de preço para o consumidor norte-americano, especialmente em 2010, para quando é prevista uma oferta bastante ajustada de carnes naquele país.

(AviSite) (Redação)
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