 
Eventualmente numa velocidade maior que a recomendada (vide comentários no final do texto), a produção brasileira de pintos de cote volta a se aproximar do potencial instalado.
Atingiu o “fundo do poço” (isto é, sua maior ociosidade) em março passado - quando o volume de pintos de corte produzidos (425,6 milhões de cabeças) correspondeu a 78% do potencial de produção (índice calculado a partir do volume de matrizes de corte alojadas). Já em junho passado o setor registrou o melhor aproveitamento dos últimos oito meses, visto que o volume produzido no mês – 482,1 milhões de cabeças – correspondeu a 90% do potencial instalado.
Apesar, no entanto, da recuperação, o volume não-produzido (supondo-se a utilização de 100% do potencial) ainda é significativo, pois soma, em nove meses (isto é, desde outubro de 2008, quando eclodiu a crise da economia), quase 700 milhões de pintos de corte. É uma perda bem mais expressiva que os pouco mais de 300 milhões não-produzidos na crise da Influenza Aviária de 2006, ocasião em que o “fundo do poço” correspondeu a 84% do potencial instalado.
A esta altura, porém, já há quem pergunte se não seria melhor para o setor continuar deixando de produzir 50 ou 60 milhões de pintos de corte em vez de registrar recuperação tão rápida como a que vem sendo observado. Porque – explica – “reduz-se a ociosidade do setor e, eventualmente, os custos; mas sem reciprocidade final, dado que a oferta pode exceder as possibilidades de consumo”.
Sob esse aspecto, aliás, um executivo da área de abate – ao observar que o recente aumento de produção já se reflete negativamente no mercado do frango – classifica o setor como “kamikaze irresponsável”. “E não por falta de informação, mas sim de juízo”, acrescenta. |