 
Dados preliminares da UBA apontam que em janeiro passado o alojamento brasileiro de matrizes de corte recuou para pouco mais de 3,5 milhões de cabeças, número que, se confirmado, corresponderá ao menor volume alojado desde outubro de 2007 (16 meses).
A redução mostra que, voluntária ou compulsoriamente, a avicultura de corte procura reconduzir sua capacidade de produção a níveis mais compatíveis com o novo momento econômico, mesmo porque o volume até recentemente alojado ignorava completamente a realidade. Isso, independente da crise mundial.
É importante que se saiba, no entanto, que uma redução só “não faz verão”. Ou seja: não tem o mínimo efeito reduzir o alojamento em um mês e elevá-lo no outro. E isso acontece porque a capacidade de produção vindoura é determinada pelo conjunto de matrizes alojadas no decorrer de um espaço de tempo relativamente longo.
Explicando: alojada uma matriz, somente cerca de seis meses depois é que ela inicia a produção de ovos férteis, mantendo-se produtiva pelos 10-11 meses subseqüentes, aproximadamente.E é o conjunto dessas matrizes que determina a capacidade de produção de pintos de um dia e de carne de frango.
Atendo-se apenas ao plantel reprodutor em produção, o gráfico abaixo mostra que no momento (círculo em azul) a capacidade de produção do setor se encontra quase 20% acima da registrada há pouco mais de um ano (janeiro de 2008 = 100). E, apesar do baixo alojamento de janeiro, essa capacidade praticamente não se altera até o final de 2009.
Pode, sim, vir a apresentar rápido decréscimo nos meses subseqüentes. Mas isso só acontecerá se também o alojamento dos próximos meses permanecer no nível atual. E se (mero exemplo), forem alojados pelos vindouros 10 meses os mesmos 3,5 milhões de matrizes de corte de janeiro, só por volta de maio de 2010 é que a capacidade de produção alcançará seu menor nível.
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