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Por causa das chuvas, produtores do PR mudam manejo dos animais
São Paulo, SP, 26 de Julho de 2010 - No oeste do Paraná, produtores rurais estão mudando o manejo dos animais por conta do frio e da chuva. Nas granjas, o esforço é para manter as aves sempre aquecidas. Fornos na potência máxima. A cada quatro horas o criador Antônio Langa reabastece o equipamento. Ele coloca lenha até durante a madrugada. “Eu sai da cama e vim até aqui. Os bichinhos não podem passar frio. O bichinho passou frio ele morre. Tem que manter a temperatura”, disse. Os 20 mil frangos nem imaginam o frio que faz fora do aviário. É uma mordomia. Os termômetros marcam 30º. Mas não é o bastante para os animais. O ideal seria que estivesse cerca de dois graus acima. Para compensar a diferença, eles ficam bem próximos, amontoados, um aquecendo o outro. É um chamego, um carinho só. O problema é que encolhidos causam prejuízo ao produtor. “A tendência é que aqueles que estão no meio do amontoado não conseguir respirar. A temperatura abaixo também vai impedir que ele se movimente. Eles não se movimentando, não vão procurar nem alimento nem água. O resultado disso é uma perda de rendimento no peso”, explicou o criador Pedro Salvatti. Pior ainda é a situação do gado, obrigado a comer debaixo de chuva e com o vento gelado. Mesmo com o reforço de silagem na alimentação, o criador Genivaldo dos Reis não consegue manter a produção de leite. Cada vaca já diminuiu de 20 para 18 litros por dia. O frio maltrata os animais. “Dá uma diferença grande no lucro da propriedade. A gente vinha habituado com aquela quantidade e aqueles valores de leite que eles produziam durante o mês”, disse seu Genivaldo.
(Globo Rural) (Redação)
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